quarta-feira, 6 de maio de 2009

Origens


Se eu fosse um mutante e pudesse escolher quais seriam as habilidades sobre-humanas a me abençoar/amaldiçoar pela eternidade da vida, ficaria em dúvida entre:

a) evitar a oxidação dos eletrodomésticos (ou nos?) – o que teria me poupado DUAS semanas, quase TRÊS, sem saber dos movimentos do universo e das teorias conspiratórias pela internet. A propósito, o alvo da vez foi a placa-mãe, a qual, percebo agora, deixa a desejar tanto quanto as de carne e osso. Todo o resto da máquina se salvou dos efeitos abrasivos desse ventinho que vem do mar, devo dizer; podemos confirmar alguma coisa a partir disso?

b) paciência – para deixar as idéias assentarem na consciência, evitando posts cortados e a manutenção da postura obsessiva nossa de cada dia, dedicada a retornar sobre tudo o que foi produzido, a fim de aparar (as assim percebidas) arestas. Uma mudança de modo de gozo, em outras palavras. Mas será que ocorreria só com um rearranjozinho dos genes?

c) fazer cair uma aspirina gigante na cabeça de gente chata – you know, just for fun. Nessa altura do campeonato, ainda existe gente que pergunta à “pró” se já pode começar a ler os textos indicados. E gente velha! “Você é a única pessoa proibida de ler, vamos combinar desse jeito?”: estaria gravado na aspirina. Outros casos também justificariam o uso deste poder, que fique bem claro.

Quem precisa de garras de adamantium pra consertar o mundo? Minhas opções são muito mais simples.

3 comentários:

  1. Adorei muito a mutância da aspirina. Identificação TOTAL!! Eu ia super abusar desse poder rumando aspirina adoidado pela rua com textinhos sucesso gravados nelas. Menino, a criatividade não ia se dar.

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  2. É uma das mais tentadoras, de fato. Salvador, por exemplo, ficaria repleta delas. Cada esquina teria umas três, pelo menos. Seus textinhos seriam sucesso!

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  3. você É meu herói. e a aspirina gigante é algo que eu desejo desde os tempos da propaganda da aspirina gigante, pra muitas, MUITAS situações. e se eu pudesse escolher um superpoder.. mmm.. deixe-me pensar.... eu queria que o olhar que eu faço quando quero trucidar uma pessoa, o fizesse de verdade. como tenho e nem desejo o superpoder da paciência, a população mundial já teria diminuído bastante graças a mim (o que eu considero um favor para a humanidade). mas deus não dá asa a cobra, como você sabe.

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